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Title: Sobre a evolução tectônica do orógeno Araçuaí-Congo ocidental.
Authors: Alkmim, Fernando Flecha de
Soares, Antônio Carlos Pedrosa
Noce, Carlos Maurício
Cruz, Simone Cerqueira Pereira
Keywords: Faixa Araçuaí
Orógeno Araçuaí-Congo Ocidental
Evento Brasiliano-Panafricano
Neoproterozóico
Issue Date: 2007
Citation: ALKMIM, F. F. et al. Sobre a evolução tectônica do orógeno Araçuaí-Congo ocidental. Geonomos, v. 15, p. 25-43, 2007. Disponível em: <http://www.igc.ufmg.br/portaldeperiodicos/index.php/geonomos/article/view/105>. Acesso em: 20 de jun. 2017.
Abstract: Caracterizada, há 30 anos atrás, como cinturão de dobramentos brasilianos que limitaria o Cráton do São Francisco pelo sudeste e sul, a Faixa Araçuaí é hoje entendida como parte do domínio metamórfico externo do Orógeno Araçuaí-Congo Ocidental. Este componente da grande rede orogênica do Gondwana Ocidental que, na África, compreende a Faixa Oeste-Congolesa e, no Brasil, a Faixa Araçuaí e terrenos adjacentes a leste, possui uma série de atributos singulares. Contornado pelo Cráton do São Francisco-Congo e contíguo, a sul, ao sistema orogênico Ribeira exibe, em mapa, uma forma em ferradura e vergências centrífugas, o que a princípio sugere uma evolução essencialmente ensiálica. Os estudos realizados no Orógeno Araçuaí mostram, entretanto, que geração e consumo de assoalho oceânico constituem fases da sua evolução, como também o são vários pulsos de volumosa produção de magmas graníticos a partir de fontes tanto mantélicas, quanto crustais. Analisado do ponto de vista tectônico, o Orógeno Araçuaí-Congo Ociental pode ser subdividido em dez compartimentos, os quais desempenharam papéis distintos no curso de sua história. Dada a sua natureza confinada e as funções cinemáticas desempenhadas pelas peças do seu arcabouço, postulou-se a hipótese, ora em fase de teste, de que o Orogeno Araçuaí-Congo Ocidental tenha evoluído a partir de uma bacia parcialmente assoalhada por crosta oceânica - a Bacia Macaúbas, iniciada por volta de 880 Ma - através um mecanismo que lembra a operação de um quebra-nozes. Ou seja, as peças cratônicas do São Francisco e do Congo, articuladas por meio de riftes interiores, mover-se-iam em sentidos opostos por forças de colisões em suas margens e promoveriam o fechamento da bacia mediterrânea precursora. Ao evento colisional principal, que se desencadeou por volta de 580 Ma, sucederam as fases de escape lateral da porção sul e de colapso gravitacional. Antevê-se que a continuidade do estudo da porção brasileira desta feição orogênica, que constitui um excepcional laboratório natural, trará respostas para muitas questões ainda em aberto não só sobre esta, mas também sobre as cadeias de montanhas de um modo geral.
metadata.dc.description.abstracten: The Araçuaí Belt, portrayed by Almeida (1977) as a brasiliano orogenic domain developed along the southeastern margin of the São Francisco Craton, is now viewed as part of the external zone of the so called Araçuaí-West Congo Orogen. This orogen, which also encompasses the West Congo Belt of Africa and the terrain between the Araçuaí Belt and the Brazilian continental margin, exhibits a whole series of puzzling features. Confined to a tongue-shaped enclave between the São Francisco and Congo cratons, the Araçuaí-West Congo Orogen involves, besides Neoproterozoic ophiolites, a large volume of plutonic rocks including subduction-related granites. Its evolution is thus associated with ocean floor spreading and subduction, processes difficult to reconcile with its confined nature. From a tectonic perspective, the Araçuaí- West Congo Orogen can be subdivided in ten compartments, which played distinct rules in the course of its development. Considering the peculiar setting it formed and knowing the kinematic function of the main structures, the tectonic evolution of the Araçuaí-West Congo Orogen can be best explain by a model that involves the closure of a basin partially floored by oceanic crust – the Macaúbas basin, iniciated around 880 Ma - through a mechanism that resembles the operation of a nutcracker. The São Francisco and Congo cratons, like pincers of a nutcracker, and articulated along interior rifts (the Pirapora, Paramirim and Sangha aulacogens), rotated against each other, compressing the Macaúbas basin that lay in-between. The driven forces for the closure are probably triggered by collisions along the margins of the São Francisco-Congo plate during the final assembly of West Gondwana. The main collisional stage around 580 Ma was followed by the lateral escape of the southern portion of the orogen and gravity collapse. We anticipate that the continuation of the study of the Brazilian or Araçuaí portion of the Araçuaí-West Congo Orogen, which correspond to an extraordinary natural lab, will bring solution not only for the enigmas presented by this peculiar orogen, but also for questions related to the anatomy and development of mountain belts in general.
URI: http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/8174
ISSN: 01044486
metadata.dc.rights.license: Os direitos autorais dos trabalhos publicados na Geonomos são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Fonte: Revista Geonomos. Disponível em: <http://www.igc.ufmg.br/portaldeperiodicos/index.php/geonomos/about/submissions#copyrightNotice> Acesso em 10 de jun. 2017.
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