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dc.contributor.advisorSilva, Cíntia Vieira dapt_BR
dc.contributor.authorTavares, Marcela Botelho-
dc.date.accessioned2013-03-04T18:32:04Z-
dc.date.available2013-03-04T18:32:04Z-
dc.date.issued2012-
dc.identifier.citationTAVARES, M. B. O(s) Tempo(s) da Imagem : uma investigação sobre o estatuto temporal da imagem a partir da obra de Didi-Huberman. 2012. 114 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2012.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/2418-
dc.description.abstractEste estudo apresenta um pensamento que considera as imagens produzidas no âmbito da arte, principalmente no contexto das artes visuais – pintura e escultura – a partir da compreensão do estatuto temporal que as constitui. Lemos em Walter Benjamin que “a imagem é um cristal de tempo, aonde o Outrora se encontra com o Agora em um relâmpago para formar uma constelação”, tal afirmação está na base da teoria estética formulada pelo filósofo francês Georges Didi-Huberman, sobre a qual nos debruçamos neste trabalho. O filósofo analisa as imagens artísticas – e a história que fazemos delas – a partir de um modelo temporal acronológico, não-sucessivo; uma temporalidade de “dupla-face”, anacrônica e “sintomática”. Tal temporalidade turbulenta origina imagens dialéticas – conceito formulado por Benjamin e atualizado por Didi-Huberman. As imagens dialéticas são as únicas “imagens autênticas”, que irrompem como redemoinhos no rio da história, fraturando o solo das doutrinas estéticas, e nos forçando a repensar o trabalho da História da Arte. Nestas imagens, passado e presente coexistem, o virtual e o atual se cristalizam em uma imagem-cristal, que devido a sua transparência permite ao visionário, ao vidente “ver o jorrar do tempo como desdobramento, como cisão”, nas palavras de Gilles Deleuze. Veremos, pois, como estas imagens “sobrevivem”, de acordo com o conceito de Nachleben proposto por Aby Warburg, já que nunca morrem completamente e estão sempre ressurgindo, quando menos se espera. Tais sobrevivências se encarnam em “fórmulas primitivas”, as chamadas Pathosformeln de Warburg, fórmulas emotivas que ressurgem na arte e em nós mesmos. Na obras destes filósofos e historiadores da arte encontramos as bases de um pensamento que compreende as imagens artísticas a partir de sua natureza temporal, imagens que se desenvolvem e se estendem para além de sua própria visibilidade. No final da dissertação, apresentamos um apêndice, onde buscaremos encontrar evidências dessa teoria nas imagens do pintor brasileiro Di Cavalcanti, artista ainda pouco visitado pela filosofia, que realizou um trabalho de suma importância ao re-significar gestos da iconografia clássica (Pathosformel) e re-valorizar símbolos e imagens presentes na iconografia brasileira. :pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherPrograma de Pós-Graduação em Filosofia. Departamento de Filosofia, Instituto de Filosofia, Artes e Cultura, Universidade Federal de Ouro Preto.pt_BR
dc.subjectTempo - filosofiapt_BR
dc.subjectImagem - filosofiapt_BR
dc.subjectDialéticapt_BR
dc.subjectArte - filosofiapt_BR
dc.subjectCrítica de artept_BR
dc.titleO(s) Tempo(s) da Imagem : uma investigação sobre o estatuto temporal da imagem a partir da obra de Didi-Huberman.pt_BR
dc.typeDissertacaopt_BR
dc.description.abstractenThis study presents a thought which considers the images produced in the field of art, principally in the context of visual arts - painting and sculpture – on the basis of an understanding of the temporal status that constitutes them. We read in Walter Benjamin, "the image is a time crystal, where the past meets the present in a lightning bolt to form a constellation", such an affirmation forms part of the basis of the aesthetic theory of the French philosopher Georges Didi-Huberman, which we endeavour in this work. The philosopher analyses artistic images – and the history that we read about them – using a no-chronological temporal model, a non-successive time; a "dual aspect” temporality, anachronistic and symptomatic. Such temporality, which is turbulent, gives rise to dialectic images – a concept formulated by Benjamin and brought up to date by Didi-Huberman. The dialectic images are the only "authentic images", they interrupt the stream of history like eddies in a river, breaking the soil of the aesthetic doctrines, and forcing us to rethink the task of the History of Art. In these images, past and present coexist, the virtual and the actual crystallize in a crystal-image, which as a result of its transparency, permits the visionary, the viewer, “to see the outpouring of time like an unfolding, like a scission,” in the words of Gilles Deleuze. We come to see, then, that these images “survive”, in accordance with the concept of Nachleben proposed by Aby Warburg, given that they never completely die and are always resurging, when we least expect it. Such survivals are incarnated in “primitive formulas”, the so-called Pathosformeln of Warburg, emotive formulas that resurge in art and in ourselves. In the work of these philosophers and art historians, we find the bases of thought to understand these artistic images and from this temporal nature, images that develop and extend themselves beyond their own visibility. At the end of the dissertation, we present an appendix, where we try to find evidence of this theory in the images of the Brazilian painter Di Cavalcanti, an artist little studied by the realm of philosophy, that carried out a job of major importance in re-signifying gestures of classic iconography (Pathosformel) and giving new value to symbols and images present in Brazilian iconography.-
Appears in Collections:PPGEFA - Mestrado (Dissertações)

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