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Title: Vítimas de armas de projéteis múltiplos : análise de 56 necropsias forenses.
Authors: Bordoni, Polyanna Helena Coelho
Silva, G. C.
Bordoni, Leonardo Santos
Keywords: Espingarda
Lesões por tiro
Medicina legal
Shotgun
Gunshot wounds
Issue Date: 2021
Citation: BORDONI, P. H. C; SILVA, G. C.; BORDONI, L. S. Vítimas de armas de projéteis múltiplos: análise de 56 necropsias forenses. Revista Brasileira de Criminalística, v. 10, p. 22-28, 2021. Disponível em: <http://rbc.org.br/ojs/index.php/rbc/article/view/474>. Acesso em: 10 jun. 2021.
Abstract: Lesões por projéteis de armas de fogo (AF) apresentam grande importância criminalística e médico-legal. O Brasil é o país com maior número absoluto de mortes violentas e a maioria dos homicídios nacionais envolve o uso de AF. A munição típica de uma AF de projéteis múltiplos (PM) dispara um número variável de projéteis, o que ocasiona particularidades nas lesões observadas. Este trabalho objetivou analisar os casos fatais decorrentes de AF de PM necropsiados no Instituto Médico Legal André Roquette entre 2006 e 2012. Foi realizado um estudo transversal com 56 laudos de vítimas fatais de lesões produzidas por PM. Predominou o sexo masculino (98,2%), a faixa etária de 18 a 29 anos (44,6%), os solteiros (83,9%), os pardos (69,6%) e os naturais de Belo Horizonte. A idade média foi de 28,3 anos. A suspeita de homicídio representou a quase totalidade dos casos (96,4%), com dois casos de suicídio e nenhum de natureza acidental. Houve predominância de vias púbicas como locais de procedência dos periciados (66,1%). A média do número de lesões de entrada de PM foi de 1,5. Houve lesões encefálicas em 62,5% dos casos, pulmonares em 48,2% e cardíacas em 26,8%. A média do número de projéteis recuperados foi de 5,7; foram encontradas buchas em 33 casos. Quase metade dos periciados havia consumido álcool etílico previamente à morte e a maioria das pesquisas toxicológicas foi positiva (cocaína e/ou maconha). Estes dados contribuem para o melhor delineamento do perfil epidemiológico das vítimas fatais de PM em nosso meio, podendo contribuir para o melhor conhecimento destas ocorrências.
metadata.dc.description.abstracten: Gunshot wounds are of great criminalistic and medico-legal importance. Brazil is the country with the highest absolute number of violent deaths and the majority of national homicides involve the use of firearms (FA). The typical shotgun ammunition fires a variable number of projectiles, with great particularities in the injuries. This study aimed to analyze the fatal cases resulting from shotgun injuries (SI) necropsied at the Instituto Médico Legal André Roquette in the period between 2006 and 2012. A cross-sectional study was carried out with 56 reports of shotgun victims. Males (98,2%), the age group of 18 to 29 years old (44,6%), single (83,9%), brown skin (69,6%) and those from Belo Horizonte predominated. The average age was 28,3 years. Homicides accounted for almost all cases (96,4%), with only two suicides and no accidents. There was a predominance of public locations as places of origin of the bodies (66,1%). The average number of entry injuries was 1.5. There were brain injuries in 62,5% of cases, pulmonary injuries in 48,2% and cardiac injuries in 26,8%. The average of recovered projectiles was 5.7 and wads were recovered in 33 cases. Almost half of victims had consumed alcohol prior to death and most toxicological screenings were positive (cocaine and/or marijuana). These data contribute to a better delineation of the epidemiological profile of fatal shotgun victims in our environment, and may contribute to a better understanding of these occurrences.
URI: http://www.repositorio.ufop.br/jspui/handle/123456789/14069
metadata.dc.identifier.doi: http://dx.doi.org/10.15260/rbc.v10i1.474
ISSN: 2237-9223
metadata.dc.rights.license: Os trabalhos publicados na Revista Brasileira de Criminalística estão sob Licença Creative Commons que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que sejam citados o autor e o licenciante. Fonte: Revista Brasileira de Criminalística <http://rbc.org.br/ojs/index.php/rbc/about/submissions#copyrightNotice>. Acesso em: 28 jan. 2020.
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