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dc.contributor.advisorSouza, Gabriela Guerra Leal dept_BR
dc.contributor.authorAraújo, Cássia Regina Vieira-
dc.date.accessioned2021-03-18T13:14:27Z-
dc.date.available2021-03-18T13:14:27Z-
dc.date.issued2020pt_BR
dc.identifier.citationARAÚJO, Cássia Regina Vieira. Efeitos da percepção visual de estímulos afiliativos na variabilidade da frequência cardíaca em humanos e a influência comportamental autorrelatada: uma abordagem evolucionista. 2020. 121 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Biológicas) - Núcleo de Pesquisas em Ciências Biológicas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2020.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/13153-
dc.descriptionPrograma de Pós-Graduação em Ciências Biológicas. Núcleo de Pesquisas em Ciências Biológicas, Pró-Reitoria de Pesquisa de Pós Graduação, Universidade Federal de Ouro Preto.pt_BR
dc.description.abstractA socialidade é uma importante ocorrência na história evolutiva de muitas espécies, e os humanos são animais descritos como essencialmente sociais. No nível proximal de análise, vários estudos investigam como mecanismos neurais podem regular a socialidade. O sistema nervoso autônomo desempenha um papel fundamental no entendimento dessas relações, e sua atividade pode ser medida pela variabilidade da frequência cardíaca (VFC), uma ferramenta promissora no campo da psicofisiologia. O objetivo deste estudo foi investigar a influência da percepção visual de estímulos afiliativos na VFC e avaliar a influência de medidas comportamentais subjetivas autorrelatadas. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Ouro Preto (CAAE: 32885314.2.0000.5150). A amostra foi composta por 72 estudantes de graduação (44 mulheres e 28 homens) com idades entre 18 e 33 anos (M = 23,37, DP = 3,04). Os voluntários foram expostos a estímulos de afiliação (14 fotografias com pessoas em interação social direta, envolvendo pistas como toque e contato visual), pareados com estímulos controle (14 fotografias com pessoas sem interação social). Ambos os estímulos foram precedidos e sucedidos por um período de 3 minutos sem estímulo. O primeiro período sem estímulo foi considerado a linha de base. O sinal eletrocardiográfico foi registrado durante todo o experimento para análise posterior da VFC, a partir da qual foram extraídos os componentes do domínio do tempo (SDNN e RMSSD) e do domínio da frequência (HF e LF). Foi realizada uma avaliação psicométrica de alguns aspectos sociais do comportamento por meio de escalas de autorrelato validadas, especificamente foram avaliados a empatia, toque social e solidão. Os resultados mostraram que a percepção de estímulos afiliativos induziu mudanças fásicas na VFC (SDNN: p = 0,04; RMSSD: p = 0,007; HF: p = 0,022). Especificamente, a percepção desses estímulos provocou uma diminuição no SDNN (p = 0,01), RMSSD (p = 0,04) e HF (p = 0,045) quando comparados aos níveis basais. Nenhuma diferença significativa foi observada para o LF (p = 0,12). Após a exposição a esses estímulos, o RMSSD (p = 0,006) e HF (p = 0,03) não retornaram aos níveis basais. Em relação à percepção dos estímulos controle, nenhuma mudança fásica significativa foi detectada para o SDNN (p = 0,43), RMSSD (p = 0,11) e HF (p = 0,41). Uma diferença significativa foi detectada para o LF (p = 0,03), o qual diminuiu quando comparado aos níveis basais (p = 0,02). Comparou-se também as mudanças (Δ) percentuais da VFC em relação aos níveis basais em ambas as condições, controle e afiliativa. A percepção de estímulos afiliativos induziu uma maior diminuição no RMSSD em comparação ao controle (p = 0,003). Nenhuma diferença significativa foi detectada para SDNN (p = 0,90), HF (p = 0,50) e LF (p = 0,97). O toque social e a solidão não tiveram correlação significativa com mudanças basais ou fásicas na VFC durante a percepção de estímulos afiliativos (p> 0,01 para todas as correlações). A empatia não se correlacionou significativamente com a VFC basal (p> 0,01 para todas as correlações). Por outro lado, uma correlação significativa foi detectada entre a empatia e o ΔSDNN (p = 0,003). Uma análise de regressão linear (ΔVFC durante a percepção de estímulos afiliativos como variável dependente) mostrou que a empatia foi responsável por 12% da variação no ΔSDNN (p = 0,002). Esta relação foi descrita mais adequadamente com um modelo quadrático do tipo U invertido. Em conclusão, a percepção de estímulos afiliativos induziu reduções fásicas na VFC, sugerindo que a interação social com indivíduos desconhecidos não implica necessariamente em contextos de segurança necessários para um aumento da atividade vagal. A empatia foi a única medida subjetiva autorrelatada que influenciou as mudanças fásicas na VFC, as quais foram mais adequadamente explicadas por uma função do tipo U invertido, o que ressalta a necessidade de se considerar modelos não-lineares no estudo do comportamento humano. Por fim, este estudo está em concordância com os pressupostos que consideram a herança ancestral na evolução do comportamento humano, os quais preveem a presença de mecanismos cognitivos evoluídos subjacentes à regulação de processos sociais.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsabertopt_BR
dc.subjectComportamento socialpt_BR
dc.subjectVariabilidade do batimento cardíacopt_BR
dc.subjectEmpatiapt_BR
dc.subjectSolidãopt_BR
dc.titleEfeitos da percepção visual de estímulos afiliativos na variabilidade da frequência cardíaca em humanos e a influência comportamental autorrelatada : uma abordagem evolucionista.pt_BR
dc.typeDissertacaopt_BR
dc.rights.licenseAutorização concedida ao Repositório Institucional da UFOP pelo(a) autor(a) em 10/03/2021 com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho, desde que sejam citados o autor e o licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação.pt_BR
dc.contributor.refereeSouza, Gabriela Guerra Leal dept_BR
dc.contributor.refereeSilva, Fernanda Cacilda dos Santospt_BR
dc.contributor.refereeCampagnoli, Rafaela Ramospt_BR
dc.description.abstractenSociality is an important occurrence in the evolutionary history of many species, and humans are animals described as essentially social. At the proximal level of analysis, several studies investigate how neural mechanisms can regulate sociality. The autonomic nervous system plays a fundamental role in understanding these relationships, and its activity can be measured by heart rate variability (HRV), a promising tool in the field of psychophysiology. The aim of this study was to investigate the influence of visual perception of affiliate stimuli on HRV and to evaluate the influence of self-reported subjective behavioral measures. This study was approved by the Federal University of Ouro Preto's Ethical Commission (CAAE: 32885314.2.0000.5150). The sample consisted of 72 undergraduate students (44 female and 28 male) aged between 18 and 33 years (M = 23.37, SD = 3.04). Volunteers were exposed to social affiliative stimuli (14 pictures with people in direct social interaction, comprising features as touch and gaze), paired with control stimuli (14 pictures with people without social interaction). Both stimuli were preceded and succeeded by a blank screen which lasted 3 minutes. The first 3-min blank screen was used as baseline. The electrocardiographic signal was recorded throughout the experiment for further HRV analysis from which time domain (SDNN and RMSSD) and frequency domain components (HF and LF) were extracted. A psychometric assessment of some social aspects of behavior was performed using validated self-report scales, specifically empathy, social touch and loneliness were assessed.. Results showed that perception of affiliative social stimuli induced phasic changes in HRV (p= 0.04; RMSSD: p= 0.007; HF: p= 0.022). Specifically, perception of affiliative stimuli led to a decrease in SDNN (p= 0.01), RMSSD (p= 0.04) and HF (p= 0.045) when compared to baseline levels. No significant difference was observed for LF (p= 0.12). After exposure to affiliative stimuli RMSSD (p= 0.006) and HF (p= 0.03) did not return to baseline levels. Regarding perception of control stimuli, no significant phasic change was detected to SDNN (p= 0.43), RMSSD (p= 0.11) and HF (p= 0.41). A significant difference was detected in LF (p= 0.03), which decreased when compared to baseline levels (p= 0.02). Percentage changes (Δ) of HRV between both conditions, control and affiliative, were compared relative to baseline levels. Perception of affiliative social stimuli induced a greater decrease in RMSSD compared to control (p = 0.003). No significant difference was detected to SDNN (p = 0.90), HF (p= 0.50) and LF (p= 0.97). Allo-grooming and loneliness had no significant correlation with baseline or phasic changes in HRV during affiliative social perception (p> 0.01 for all correlations). Empathy did not correlate significantly with baseline HRV (p> 0.01 for all correlations). On the other hand, a significant correlation between empathy and ΔSDNN was detected (p = 0.003). Linear regression analysis (ΔHRV during affiliative social perception as dependent variable) showed that empathy accounted for 12% of variation in ΔHRV (p= 0.002). This relationship was more accurately described with an inverted-U shaped quadratic model. In conclusion, the perception of affiliative stimuli induced phasic reductions in HRV, suggesting that social interaction with unknown individuals does not necessarily imply the safety contexts necessary for an increase in vagal activity. Empathy was the only self-reported subjective measure that influenced phasic changes in HRV, which were more adequately explained by an inverted U-type function, which highlights the need to consider nonlinear models in the study of human behavior. Finally, this study is in agreement with the assumptions that consider ancestral inheritance in the evolution of human behavior, which predict the presence of evolved cognitive mechanisms underlying the regulation of social processes.pt_BR
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