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dc.contributor.advisorFernandes, Luiz Estevam de Oliveirapt_BR
dc.contributor.authorBarbosa, Fernanda Bastos-
dc.date.accessioned2018-11-29T12:10:09Z-
dc.date.available2018-11-29T12:10:09Z-
dc.date.issued2018-
dc.identifier.citationBARBOSA, Fernanda Bastos. O valor da paz : política e dissenso durante o governo de Porfirio Díaz (1876-1911). 2018. 301 f. Tese (Doutorado em História) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2018.pt_BR
dc.identifier.urihttp://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/10572-
dc.descriptionPrograma de Pós-Graduação em História. Departamento de História, Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto.pt_BR
dc.description.abstractEssa tese explica como o porfirismo, ou seja, a esfera oficial, criou uma complexa estratégia discursiva para legitimar, validar e fundamentar a política de Porfirio Díaz e sua permanência por 31 anos na presidência do México. Mostramos que o governo buscou produzir a sensação de que, sob a administração do general, foi arquitetado um novo país, diferente e melhor do que o do passado. Em diálogo com a esfera oficial, também discorremos sobre como essa estratégia foi desmontada, afrontada e recorrentemente criticada por autores que censuraram o porfirismo, principalmente a partir de 1900. Para atingirmos os objetivos estabelecidos, a tese foi dividida em três capítulos. No primeiro, a partir do estudo dos discursos do presidente ao Congresso, demonstramos que foram formulados quatro artifícios narrativos fundamentais para defender o governo de Díaz. São eles: o uso, de forma específica, de eventos do passado nacional e a organização do tempo histórico para validar ações políticas no presente; a construção da imagem de Porfirio Díaz como o grande herói e guia mexicano; a afirmação e a celebração do triunfo porfirista através da exaltação dos progressos materiais e o silenciamento do que era considerado atrasado frente às outras potências, ou seja, elementos que foram marginalizados, silenciados e suprimidos da narrativa oficial. Sobre este último ponto, falamos acerca da questão indígena. No capítulo seguinte, explicamos o esforço de polígrafos, ligados ao governo, em publicizar como o México progredia, modernizava-se e era civilizado. O México se pretendia moderno: o que mostrar? O que excluir? O que esquecer? Analisamos, principalmente, a obra México: su evolución social, organizada por Justo Sierra. Procuramos afirmar que essa estrutura de legitimação do governo de Díaz, a partir da elaboração de artifícios, foi mobilizada de forma semelhante nesta e em outras produções da época. No último capítulo, focamos na emergência das críticas ao Porfiriato. Saindo de um plano oficial, tratado nos dois primeiros capítulos, no último, estudamos, dentre outras fontes, o periódico Regeneración, mostrando a circularidade das discussões nas duas esferas: oficial e não oficial. As indagações no horizonte da pesquisa foram: de que forma os discursos de modernização conviviam com discursos revolucionários? Como foi planejado esse combate a partir de armas de papel? Quem, e a partir de qual lugar de fala, tecia as críticas? Na conclusão, sintetizamos as principais ideias da tese e apontamos como o vocabulário e a linguagem política da época, fosse para apoiar ou criticar o porfirismo, nasceu no interior do liberalismo.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.rightsabertopt_BR
dc.subjectPorfiriatopt_BR
dc.subjectPorfirio Diaz - 1830-1915pt_BR
dc.subjectMéxicopt_BR
dc.subjectMéxico - história - revoluçãopt_BR
dc.titleO valor da paz : política e dissenso durante o governo de Porfirio Díaz (1876-1911).pt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.rights.licenseAutorização concedida ao Repositório Institucional da UFOP pelo(a) autor(a) em 29/11/2018 com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho desde que sejam citados o autor e o licenciante. Não permite o uso para fins comerciais nem a adaptação.pt_BR
dc.contributor.refereeFernandes, Luiz Estevam de Oliveirapt_BR
dc.contributor.refereeMarce, Rogelio Jiménezpt_BR
dc.contributor.refereeReis, Mateus Fávaropt_BR
dc.contributor.refereeMata, Sérgio Ricardo dapt_BR
dc.contributor.refereeFreitas Neto, José Alves dept_BR
dc.contributor.refereeSilva, Caio Pedrosa dapt_BR
dc.description.abstractenThis thesis explains how porfirism, that is, the official sphere, has created a complex discursive strategy to legitimize, validate and ground Porfirio Díaz's policy and his permanence for 31 years in the Mexican presidency. We have shown that the government sought to produce the feeling that, under the general's administration, a new country was designed, different and better than the one of the past. In dialogue with the official sphere, we also discuss how this strategy was dismantled, confronted and recurrently criticized by authors who censured porfirism mainly from 1900. In order to reach the established objectives, the thesis was divided into three chapters. In the first, from the study of the president's speeches to Congress, we demonstrate that four fundamental narrative devices were formulated to defend the Diaz government. They are: the specific use of events from the national past and the organization of historical time to validate political actions in the present; the construction of the image of Porfirio Díaz as the great hero and Mexican guide; the affirmation and celebration of the porfirist triumph through the exaltation of material progress and the silencing of what was considered backward compared to the other powers, that is, elements that were marginalized, silenced and suppressed from the official narrative. On this last point, we talk about the indigenous question. In the next chapter, we explained the efforts of government-related polygraphers to publicize how Mexico was progressing, modernizing, and civilizing. Mexico wanted to be modern: what to show? What to exclude? What to forget? We analyze, mainly, the work México: su evolución social, organized by Justo Sierra. We tried to affirm that this structure of legitimation of the government of Diaz, from the elaboration of artifices, was mobilized in a similar way in this and other productions of the time. In the last chapter, we focused on the emergence of criticism of the Porfiriate. Coming out of an official plan, discussed in the first two chapters, in the last, we study, among other sources, the periodical Regeneración, showing the circularity of the discussions in the two spheres: official and unofficial. The questions on the horizon of the research were: in what ways did the discourses of modernization coexist with revolutionary discourses? How was this combat from paper weapons planned? Who, and from what place of speech, weave the criticism? In conclusion, we synthesize the main ideas of the thesis and point out how the vocabulary and the political language of the time, whether to support or criticize porfirism, was born within the liberalismpt_BR
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